sexta-feira, 14 de maio de 2010

Para refletir.

"Não me perquntem como se chega ao sucesso. Me perguntem como se chega ao fracasso: ouvindo e tentando agradar a todos."
John Fitzgerald Kennedy

terça-feira, 6 de abril de 2010

Os Três Marceneiros

Diz-se que há muito, muito tempo, quando os portugueses começavam a viajar para o Brasil com intenção de morar aqui, chegaram 3 mestres marceneiros animados com a nova colônia. Sabiam que por aqui havia muita madeira e pensavam construir móveis para a precisão dos colonos e, ainda, pra vender em Portugal.

Um nobre que aqui já se instalara e queria acomodar em sua casa um bom armário, trouxe para o primeiro carpinteiro um lote de madeira e a sua encomenda.

O mestre, entusiasmado, juntou suas ferramentas e se pôs logo ao trabalho. Cortou as peças com grande dificuldade, pois a madeira era muito pesada, dura como pedra. O pobre carpinteiro suava e resmungava:

-Isso lá é madeira de gente? Que diabo, parece mais uma rocha, não há bom mestre que aguente trabalhar num pinho destes! Que saudade da boa madeira portuguesa, leve e macia, tão fácil de lidar...

Mas o pior ainda ia acontecer: na hora de pregar, não havia prego que aguentasse segurar aquela madeira. Por mais que o marceneiro tentasse, seus pregos entortavam, quebravam, empenavam sem penetrar no duro material. O português xingava, batia com força, xingava e se machucava. E, possesso de raiva, martelava a madeira, sua mais recente inimiga.

Por fim, no auge da indignação, recolheu todas as suas coisas, procurou o freguês e lhe fez um discurso:

-Não faço a sua encomenda, não trabalho mais aqui, embarco no primeiro navio que sair desta terra maldita onde só há madeira imprestável. Coisa alguma dá pra fazer com isso: veja meus pobres pregos, do melhor metal, quebrados, entortados, espanados; veja meu serrote, meus braços, minhas mãos esfoladas de tanto fazer força. Sou um marceneiro, um bom e experiente mestre na minha profissão e não estou aqui pra me acabar, tentando enfiar meus finíssimos pregos nesta porcaria. Quero a boa madeira da minha terrinha, tenra e clara, leve e preciosa. Isto aqui que o senhor me deu só serve pra fazer fogo. Aconselho-o a usar tudo como lenha. E passe bem.

O nobre colono viu o homenzinho se afastar num passo duro e apressado. Estava inconformado: precisava de um bom armário e não tinha outra madeira. Por isso, procurou o segundo mestre marceneiro que, contente, aceitou o trabalho.

Mas logo o novo artesão se deparou com as mesmas dificuldades do outro: tentando pregar as peças já recortadas, martelava com energia e só conseguia entortar seus pregos, esfolar suas mãos. Queria fazer o armário, custasse o que custasse e se afobava, xingando seu antecessor e xingando o material que recebera:

-Era besta quem começou assim este trabalho, pois com material tão ordinário não é possível fazer um armário com tantos recortes, tantas belezas, é preciso simplificar. Nada de gavetas que são pra madeira de qualidade, farei apenas prateleiras; nada de pés ou enfeites, um bom e simples caixote pode ser o melhor modelo de armário nesta terra selvagem. O erro daquele mestre foi querer jogar pérolas aos porcos; pois comigo, será diferente. E não hás de ser tu, pau ruim, que me impedirás de fazer o meu trabalho: entortas meus finos pregos? Usarei pregos enormes, grossos, tão fortes que darão conta da tua resistência; és duro como pedra, não te consigo furar com minhas parcas forças? Usarei uma marreta no lugar de martelo; mas farei de ti um armário, nem que seja à força!

E com muita força e poucos pregos, o português se esfalfava para construir o móvel encomendado: os enormes pregos “marretados” na madeira dura faziam grandes buracos, tiravam lascas, rachavam as peças e, o que é pior, mal seguravam as partes mais pesadas: espanavam-se, escorregavam pelos buracos, qualquer movimento os tirava do lugar. Mas o marceneiro continuava o seu trabalho, satisfeito com seus medíocres sucessos, remendando os desacertos, desculpando-se do mau resultado pela péssima madeira com a qual tinha que trabalhar.
Finalmente, chamou o freguês para lhe entregar a encomenda: era um tosco armário, feioso e cheio de marcas, bambo e desajeitado. Só de transportá-lo, o nobre colono o perdeu, pois se desconjuntou todo e acabou desabando no lugar onde seria colocado.

De nada adiantou o marceneiro resmungar, lamentar a imperícia dos carregadores, apontar os insuperáveis defeitos daquela porcaria de madeira. O freguês o despediu com alguns poucos cobres e, teimoso, foi à procura do terceiro mestre para refazer sua encomenda.

O novo carpinteiro ouviu atentamente as explicações do freguês e suas malfadadas experiências com seus antecessores. Examinou a madeira, passeou a mão pelos recortes do primeiro artesão, arrancou alguns pregos que o segundo conseguira enfiar e olhou os buracos que ficaram; tentou pregar com sua técnica, mas logo viu que tudo acontecia da mesma forma que fora com os outros dois.

Então, sem se afobar, concluiu que para madeira daquele tipo não era possível usar pregos, como com a madeira macia de Portugal. Em vez de xingar a madeira desconhecida e chorar os valores de sua terra, deu tratos à bola para inventar um prego diferente que desse para usar em madeira pesada e dura.
Em vez de penar com o material que lhe fora entregue, pôs-se a modificar os seus pregos até que conseguiu inventar o parafuso. Então, montou um bom e firme armário para o freguês que lhe pagou bem, felicíssimo.

Com seus parafusos, deu conta de muitas outras encomendas: seus belos, fortes e resistentes móveis de jacarandá ficaram famosos na colônia e até no reino de Portugal. Toda gente queria os móveis feitos com aquela madeira preciosa, principalmente armários, pois eram resistentes, não deixavam entrar umidade, mantinham as coisas numa temperatura ideal.

Mas o maior feito deste habilidoso artesão, especialmente valorizado e difundido, foi a invenção do parafuso que, desde então, é utilizado nos mais diferentes materiais para fazer os mais diferentes objetos.

Às vezes fico pensando que nós, educadores e professores, ao enfrentarmos o problema daquelas crianças que não aprendem na escola, estamos às voltas com o mesmo desafio dos marceneiros.

Podemos reagir como o primeiro artesão, desqualificando nossos alunos, desejando aqueles que aprendem com facilidade, queixando das nossas condições de trabalho, desistindo de ensinar.

Podemos reagir como o segundo, desqualificando nossos alunos e teimando em fazer nosso trabalho mesmo à custa de prejudicar sua qualidade ou forçar uma aprendizagem artificial e ineficaz.

Mas, certamente, estaremos mais perto do sucesso se analisarmos cuidadosamente nossas crianças com dificuldade e reavaliarmos nossos instrumentos para que se tornem mais eficientes com elas.

Como o terceiro mestre, não devemos negar as dificuldades que encontramos: a madeira é dura e pesada, nossos pregos entortam e espanam, diferentemente da outra madeira para a qual nossos instrumentos de trabalho foram construídos. Também não devemos desistir e nem nos apressar demais para concluir nossa obra, alegando que a madeira não presta para ser trabalhada.

Devemos buscar novas estratégias, reformular nossos métodos, buscar soluções diferentes para conseguirmos realizar um bom trabalho com esta “madeira” que nos foi confiada.



Magui, psicóloga, com pós-graduação na área da Psicologia Social da Educação

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Educar em Oração - GABRIEL CHALITA

Deus, autor da vida. Estamos juntos em oração. Juntos como determinaste. E juntos sentimos a Tua presença e consagramos esse novo ano. E juntos pedimos-Te que possamos ser fiéis à vocação que nos foi confiada.Que neste novo ano, Senhor, nos lembremos da vocação de ensinar. Que sejamos tocados pelo Teu amor, para que possamos partilhar amor. Que estejamos entusiasmados, cientes do sublime papel de tocar a alma e de ajudar o aluno a entender que vale a pena aprender, e aprender sempre, para que sejam, ao mesmo tempo, mais sábios e mais humildes.Que neste novo ano, Senhor, os alunos estejam mais receptivos. Que se abram para a eterna novidade da vida, da amizade, do amor. Que nas salas de aula, o Teu espírito esteja presente, tocando no coração de todos nós, sem distinção. E que a carência que vem de famílias ausentes seja amenizada nestes espaços de luz.Que, neste novo ano, cada funcionário se regozije de sua missão. Que ninguém se sinta diminuído, e que o respeito seja o guia de cada relação. Que a arrogância não encontre eco nesses espaços. Que a prepotência dê lugar ao olhar singelo de todos que precisam aprender. E Tu sabes, Senhor, que todos, sem distinção, precisam aprender.Que, nessa escola, um clima de harmonia possa reinar. Que cada canto e recanto seja abençoado. Que os acidentes sejam pequenos e não retirem o sorriso e o encanto das pessoas que aqui vêm para exercitar a arte e a missão de construir a felicidade. Que sejamos todos acolhedores e nos sintamos todos acolhidos por estarmos juntos, aqui.Que os pais possam estar mais presentes. Que se lembrem de que são os primeiros educadores e que não podem relegar à escola o seu papel de condutores de toda a vida. Que os pais se amem. Que a violência não encontre guarida na casa dos nossos alunos. Que a serenidade vença a agressividade, e que o amor jamais tire folga.Senhor, abençoa este novo ano letivo! Queremos renovar nossa fidelidade ao Teu chamado. Queremos renovar nossa disposição de viver a vida a serviço de uma grande causa, da causa do amor. E que o amor, esse sentimento divino e humano, esse sentimento que sintetiza Tua essência, nossa essência, seja a razão de estarmos aqui.

Que todos nós, professores, juntamente com nossos alunos, tenhamos um ótimo ano letivo em 2010.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL!











Que Jesus esteja sempre dentro de nossos corações, trazendo muita paz, saúde, harmonia e amor a todos aqueles que estão sempre ao nosso redor.



Um Feliz Natal a todos e um ótimo 2010.
















quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Felicidade

"Não é coisa de se admirar viver muito tempo; o admirável é viver feliz todo o tempo."
Santo Agostinho

É com este pensamento que começo. É impressionante como uma simples frase pode ser tão imensa em seu significado. Quantos de nós não almejamos ter uma vida longa ao lado das pessoas que amamos, família, amigos, colegas de trabalho. Mas não basta viver muitos e muitos anos se não tivermos uma coisa: felicidade.
Felicidade é uma coisa que parece estar tão distante de nós que muitos passam a vida inteira tentando encontra-la. E o pior é que poucos conseguem essa proeza. Na verdade, o que acontece é uma distorção, em muitos, casos, do sentido da palavra em si. Para alguns, felicidade é ter muito dinheiro, carro novo, mansões, iates. Para outros, basta ter uma família. Quando atrelamos a felicidade a bens materiais, na maioria das vezes nos decepcionamos, pois mesmo que se tenha uma condição estável, sempre queremos ter mais e mais. E se não conseguimos, nos sentimos infelizes.
Se não conseguimos melhorar de cargo na empresa que trabalhamos, ou trocar de carro, ou ganhar um aumento, ou ter um colega que é sempre melhor no que faz, o que acontece? Ficamos tristes. E os que não tem emprego? Que não tem nem a chance de competir com outro? Que não tem nem casa, muito menos um carro? Pensamos nisso nesses momentos de tristeza?
A felicidade, para mim, está nas pequenas coisas, nos pequenos gestos, nas palavras ditas no momento certo, no rosto de uma criança brincando. Enfim, é um estado de espírito e depende muito de nós mesmos, pois ela está dentro de nós. como diz a mensagem que cito abaixo:

Em Busca da Felicidade
Um dia, Deus e os anjos reuniram-se e decidiram criar um homem e uma mulher à sua imagem e semelhança... Então um deles disse:
- Esperem! Se vamos criá-los à nossa imagem e semelhança, irão ter um corpo igual ao nosso e força e inteligência igual à nossa. Devemos pensar em algo que os diferencie de nós, senão vamos estar a criar novos deuses... devemos tirar-lhes algo, mas o que podemos tirar?
Depois de muito pensar, concluíram que deveriam tirar-lhes a FELICIDADE!Mas o problema era escolher o local onde esconder a FELICIDADE para que nunca a encontrassem. Então começaram a discutir:
-Vamos escondê-la na montanha mais alta da terra.
-Não te recordas que lhes demos força? Alguém conseguirá subir ao topo dessa montanha e saberão onde ela está.
-Então vamos escondê-la no fundo do mar!
-Também não seria um bom lugar, pois demos-lhes inteligência e alguém certamente vai criar alguma máquina que os fará submergir e encontrá-la.
-Quem sabe, podemos escondê-la num planeta bem distante!
-Também não seria eficaz, pois demos-lhes curiosidade e ambição, portanto, irão querer ultrapassar limites e logo criarão algo para voar pelo espaço e, certamente a encontrarão.
Depois de muito discutirem e não chegarem a nenhuma conclusão, um dos anjos, que ainda não havia falado, pediu a palavra e disse:
-Creio que sei onde poderemos colocar a FELICIDADE. Será num lugar onde eles nunca descobrirão!Todos ficaram curiosos e perguntaram-lhe:
-Existirá um lugar assim?
E ele respondeu:
-Colocaremos a FELICIDADE dentro deles, pois estarão tão preocupados a procura-la fora, que nunca a descobrirão.
Todos concordaram e, desde então tem sido assim:
O HOMEM PASSA A VIDA TODA A TENTAR CONQUISTAR A FELICIDADE SEM SABER QUE A TRAZ JÁ DENTRO DE SI!

Vamos olhar mais para dentro de nós mesmos. Com certeza, seremos felizes.



sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Canção do Dia de Sempre

Mario Quintana

Tão bom viver dia a dia...
A vida, assim, jamais cansa...
Viver tão só de momentos
Como essas nuvens do céu...
É só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...
E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...

Lançado caderno da Política Nacional de Alfabetização

          O Ministério da Educação (MEC) lançou na última quinta-feira, dia 15 de agosto, o caderno da Política Nacional de Alfabetização ....